Uso de serviços digitais: um retrato do Brasil
Data
Março 2025
Assunto
Serviço Público;
Ensino Superior;
Governança;
Governo Eletrônico;
Internet;
Habilidades;
Equidade Social;
Equidade de Gênero;
Mulheres;
Conectividade Digital;
Transformação Digital;
Programa de Aprendizagem e Ensino;
Serviço de Tecnologia;
Tecnologia Digital
Código JEL
H70 - State and Local Government • Intergovernmental Relations: General;
H83 - Public Administration • Public Sector Accounting and Audits;
O33 - Technological Change: Choices and Consequences • Diffusion Processes
País
Brasil
Categoria
Catálogos e Folhetos
O avanço da digitalização dos serviços públicos no Brasil torna necessário aprofundar o conhecimento sobre como diferentes grupos populacionais interagem com esses serviços. Em um país com grandes desigualdades, seria contraproducente que a digitalização de serviços fosse novo fator de exclusão. Nesse contexto, algumas perguntas permanecem essenciais: quais são as lacunas de acesso e uso de serviços digitais? A digitalização tem beneficiado a todos da mesma forma? E quais estratégias os governos podem adotar para que os benefícios da transformação digital alcancem a todos os cidadãos? Este estudo, baseado em entrevistas presenciais com 2.000 brasileiros, explora essas questões e revela diferenças no acesso e uso de serviços digitais. Por exemplo, enquanto a posse de celulares é ampla no país, o acesso a computadores é mais restrito e desigual, com uma diferença de cerca de 50 pontos percentuais entre pessoas com ensino fundamental e superior. No uso de serviços digitais, 42,8% dos usuários de serviços públicos realizaram pelo menos um serviço pela internet, mas esse percentual cai para pessoas com baixa escolaridade (23,0%), idade mais avançada (26,2%) e pessoas com deficiência (22,1%). O relatório detalha esses e outros dados, segmentando os resultados por diferentes recortes populacionais.
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