Avaliação dos efeitos e impactos das inundações no Rio Grande do Sul
Data
Novembro 2024
Assunto
Saúde;
Desastre;
Gestão de Risco de Desastres;
Chuva;
Água e Saneamento;
Educação;
Governo Municipal;
Desenvolvimento de Infraestrutura
Código JEL
Q54 - Climate • Natural Disasters and Their Management • Global Warming
País
Brasil
Categoria
Notas Técnicas;
Co-Publicações
O Estado do Rio Grande do Sul, localizado no sul do Brasil, experimentou um evento extraordinário de chuvas e inundações entre o final de abril e maio de 2024. Essa região, caracterizada por sua vulnerabilidade a diversos perigos ambientais, foi afetada por um sistema de baixa pressão que trouxe chuvas intensas e persistentes. O evento se alinhou com a temporalidade histórica regional, que prevê os maiores volumes de precipitação durante o outono.
As precipitações excederam significativamente as médias históricas, com algumas áreas registrando até 300 mm de chuva em um único dia. Isso resultou na saturação do solo e no transbordamento de rios e córregos, causando inundações generalizadas tanto em áreas urbanas como rurais. Entre os principais rios afetados estão o Jacuí, Taquari, Caí e Guaíba, que atingiram níveis críticos e causaram inundações severas nas comunidades ribeirinhas.
O governo estadual, em coordenação com as autoridades municipais e federais, respondeu declarando estado de calamidade pública em 95 municípios e estado de emergência em outros 323.
O desastre teve um impacto devastador na vida de milhares de pessoas, comprometendo seriamente a segurança, saúde e bem-estar da população afetada. A perda de infraestrutura essencial dificultou ainda mais os esforços de socorro e recuperação. De acordo com os boletins emitidos periodicamente pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a população potencialmente afetada chega a 2.398.255 pessoas. O Laboratório de Inovação do IBGE, a partir de um cruzamento entre a mancha de inundação e a geolocalização da população de acordo com o Censo Demográfico 2022, contabiliza 876.565 pessoas diretamente afetadas.
Quanto à população afetada primária, registraram-se 183 óbitos (115 homens, 60 mulheres e 7 não identificados, dos quais pelo menos 55 são pessoas idosas e 13 crianças ou adolescentes), 27 desaparecidos e 806 feridos. O número de resgates realizados pelas autoridades públicas foi de 77.712, sendo que 581.638 pessoas ficaram desalojadas. Estabeleceram-se 980 abrigos em 117 municípios, geridos por autoridades públicas, pela sociedade civil organizada ou voluntários. Neles, foram atendidas 81.170 pessoas impedidas de retornar a suas casas, temporária ou permanentemente, e que não tinham alternativa de moradia.
As inundações do Rio Grande do Sul foram um evento catastrófico, provavelmente um dos mais caros da história do estado. O impacto global estimado é de aproximadamente R$ 88,9 bilhões. Dada a magnitude do desastre, a resposta envolveu a coordenação dos governos federal, estadual e municipal. Esta colaboração deve ser ainda mais profunda e sinérgica durante a reconstrução e na preparação e redução de riscos para eventos futuros, o que permitirá que as comunidades gaúchas se tornem mais resilientes.
As precipitações excederam significativamente as médias históricas, com algumas áreas registrando até 300 mm de chuva em um único dia. Isso resultou na saturação do solo e no transbordamento de rios e córregos, causando inundações generalizadas tanto em áreas urbanas como rurais. Entre os principais rios afetados estão o Jacuí, Taquari, Caí e Guaíba, que atingiram níveis críticos e causaram inundações severas nas comunidades ribeirinhas.
O governo estadual, em coordenação com as autoridades municipais e federais, respondeu declarando estado de calamidade pública em 95 municípios e estado de emergência em outros 323.
O desastre teve um impacto devastador na vida de milhares de pessoas, comprometendo seriamente a segurança, saúde e bem-estar da população afetada. A perda de infraestrutura essencial dificultou ainda mais os esforços de socorro e recuperação. De acordo com os boletins emitidos periodicamente pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a população potencialmente afetada chega a 2.398.255 pessoas. O Laboratório de Inovação do IBGE, a partir de um cruzamento entre a mancha de inundação e a geolocalização da população de acordo com o Censo Demográfico 2022, contabiliza 876.565 pessoas diretamente afetadas.
Quanto à população afetada primária, registraram-se 183 óbitos (115 homens, 60 mulheres e 7 não identificados, dos quais pelo menos 55 são pessoas idosas e 13 crianças ou adolescentes), 27 desaparecidos e 806 feridos. O número de resgates realizados pelas autoridades públicas foi de 77.712, sendo que 581.638 pessoas ficaram desalojadas. Estabeleceram-se 980 abrigos em 117 municípios, geridos por autoridades públicas, pela sociedade civil organizada ou voluntários. Neles, foram atendidas 81.170 pessoas impedidas de retornar a suas casas, temporária ou permanentemente, e que não tinham alternativa de moradia.
As inundações do Rio Grande do Sul foram um evento catastrófico, provavelmente um dos mais caros da história do estado. O impacto global estimado é de aproximadamente R$ 88,9 bilhões. Dada a magnitude do desastre, a resposta envolveu a coordenação dos governos federal, estadual e municipal. Esta colaboração deve ser ainda mais profunda e sinérgica durante a reconstrução e na preparação e redução de riscos para eventos futuros, o que permitirá que as comunidades gaúchas se tornem mais resilientes.
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