Transferências de Renda, Pobreza e Fesigualdade na América Latina e no Caribe
Data
Outubro 2023
Assunto
Pobreza;
Igualdade;
Transferência Condicional de Renda;
Remessa;
Saúde;
Sistemas de Pensões;
Programa de Transferência;
Diferença de Pobreza;
Pensão Não Contributiva;
Crianças;
Proteção Social
Código JEL
I38 - Government Policy • Provision and Effects of Welfare Programs;
H53 - Government Expenditures and Welfare Programs
Séries do BID
Latin America and Caribbean Inequality Review
Categoria
Documentos de Trabalho
Avaliamos os programas de transferência de renda não contributivas em 17 países da América Latina e do Caribe para identificar os fatores que os impedem de reduzir a pobreza e a desigualdade. Para realizar essa avaliação, analisamos três dimensões relacionadas a tamanho (número de beneficiários, montante de transferência por beneficiário e tamanho do orçamento total) e três dimensões de segmentação (cobertura, vazamento e qualidade da segmentação demográfica). Identificamos 67 programas, que se enquadram em três categorias amplas: transferências condicionais de renda, aposentadorias não contributivas e outras transferências. Usamos uma linha de pobreza internacional de 6,85 dólares PPC por dia (semelhante à linha de pobreza nacional média dos países de renda média alta) e ajustamos os pesos da pesquisa para corrigir o fato de que os dados da pesquisa domiciliar geralmente subestimam o número oficial de beneficiários de transferências em comparação com as fontes administrativas. Mostramos que dois fatores importantes limitam o efeito dos programas de transferência de renda sobre a pobreza e a desigualdade: o baixo valor de suas transferências e sua histórica subcobertura da população que vive na pobreza. As transferências representam aproximadamente 33% do hiato de pobreza. Além disso, só 55% da população em situação de pobreza se beneficia desses programas. Quarenta e um por cento das pessoas que vivem em domicílios que recebem pelo menos uma transferência não contributiva estão acima da linha da pobreza. As crianças e os indígenas estão sub-representados, em relação à sua taxa de pobreza, nas listas de beneficiários. O Brasil, o Suriname, a Argentina, o Chile, a Costa Rica, o Panamá e o Uruguai alcançam de forma consistente os indicadores mais altos em todas as categorias de avaliação. Nossas recomendações de políticas incluem: (i) intensificar os esforços para aumentar a cobertura entre os pobres, usando técnicas modernas de mapeamento da pobreza juntamente com buscas ativas no local e (ii) recertificar a elegibilidade para programas de transferência com mais frequência, usando dados administrativos e registros sociais (altamente) interoperáveis. Ambos os esforços são necessários para criar sistemas de proteção de renda mais eficientes que abordem tanto a pobreza estrutural quanto a transitória.
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