O futuro do trabalho na América Latina e no Caribe: ¿como avançar rumo a sistemas previdenciários sustentáveis para sociedades mais longevas?
Data
Junho 2023
Assunto
Sistemas de Pensões;
Mulheres;
Futuro do Trabalho;
Investimento;
Envelhecimento da População;
Poupança;
Pensão Contributiva;
Rating;
Poupança de Aposentadoria;
Segurança Social;
Emprego;
Força de Trabalho;
Cobertura da Previdência Social;
Dados da Previdência Social
Código JEL
H55 - Social Security and Public Pensions;
J08 - Labor Economics Policies;
J46 - Informal Labor Markets;
I18 - Government Policy • Regulation • Public Health;
I31 - General Welfare, Well-Being;
I38 - Government Policy • Provision and Effects of Welfare Programs;
I39 - Welfare, Well-Being, and Poverty: Other;
J14 - Economics of the Elderly • Economics of the Handicapped • Non-Labor Market Discrimination;
J18 - Public Policy;
J21 - Labor Force and Employment, Size, and Structure
Categoria
Revistas, Jornais e Newsletters
Esta edição da série 'O Futuro do Trabalho na América Latina e no Caribe' examina os desafios e oportunidades que surgem para os sistemas previdenciários da região diante de uma população envelhecida, avanços tecnológicos, mudanças climáticas e transformações nos mercados de trabalho. Diferentes estudos preveem que até 2050, a região será caracterizada por baixas taxas de natalidade e aumento da longevidade, um cenário que poderia comprometer a capacidade de garantir aposentadorias adequadas e sustentáveis, a menos que reformas sejam implementadas para adaptar os sistemas previdenciários a essas tendências. No entanto, essas mesmas tendências oferecem oportunidades: a tecnologia, por exemplo, pode facilitar a integração de grupos normalmente excluídos do sistema previdenciário e melhorar a eficiência operacional das instituições previdenciárias. Este documento insta as autoridades e tomadores de decisão na América Latina e no Caribe a repensarem as aposentadorias e considerarem o envelhecimento não como um obstáculo, mas como um catalisador para criar sociedades mais prósperas e justas. Para isso, é essencial uma abordagem abrangente de reformas que ultrapasse a estrutura dos sistemas previdenciários e incorpore experiências de países com processos de envelhecimento mais avançados. As políticas públicas devem se concentrar em quatro áreas-chave: (i) cuidados com a saúde e dependência na velhice; (ii) mercados de trabalho, formalização, acumulação e atualização do capital humano; (iii) aposentadorias; e (iv) inovação institucional e transformação digital. Essa visão estratégica será crucial para forjar um futuro em que a aposentadoria seja sinônimo de dignidade, prosperidade e equidade.