Navegando pela gig economy da América Latina: visoes dos motoristas da Uber sobrenecessidades, riscos e oportunidades

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Autor
Data
Dezembro 2025
Assunto
Mercado de Trabalho;
Gig Economia;
Modo de Transporte;
Plataforma Digital;
Plataforma de Transporte de Passageiros
Código JEL
J18 - Public Policy;
J21 - Labor Force and Employment, Size, and Structure;
J24 - Human Capital • Skills • Occupational Choice • Labor Productivity;
J26 - Retirement • Retirement Policies;
J4 - Particular Labor Markets;
J6 - Mobility, Unemployment, Vacancies, and Immigrant Workers;
J08 - Labor Economics Policies
País
México;
Brasil;
Chile;
Colômbia;
Costa Rica;
Equador;
República Dominicana;
Argentina
Categoria
Notas Técnicas
O estudo Uber-IPSOS 2024 oferece a avaliação mais abrangente até o momento sobre os motoristas da Uber na América Latina, reunindo percepções de mais de 13.000 respondentes em toda a região. O estudo revela que as plataformas de transporte por aplicativo tornaram-se uma importante alternativa ocupacional e uma fonte essencial de renda flexível para uma força de trabalho diversa e cada vez mais escolarizada.

Os motoristas são predominantemente homens, de meia-idade, e frequentemente utilizam a plataforma em regime parcial para complementar outras fontes de renda. A maioria se considera trabalhadora independente e prioriza autonomia e flexibilidade em relação a arranjos tradicionais de emprego.

Apesar de seu papel como amortecedor financeiro, o trabalho em plataformas não protege os motoristas das vulnerabilidades econômicas mais amplas. Assim como a população em geral, a maioria relata estar endividada e utilizar os ganhos obtidos com a Uber para atender às necessidades essenciais do domicílio, o que reforça a importância dessa alternativa ocupacional para sua segurança financeira.

A cobertura de proteção social permanece limitada e fragmentada, com baixa participação em sistemas de seguro-saúde e previdência. Embora muitos motoristas demonstrem interesse em poupar para a aposentadoria, poucos têm acesso a mecanismos estruturados e portáteis que facilitem o planejamento financeiro de longo prazo.

Os resultados destacam a necessidade de políticas centradas nas pessoas, e não no status de emprego, capazes de combinar flexibilidade com proteção. A ampliação do acesso a instrumentos financeiros, esquemas de benefícios portáteis e mecanismos voluntários de poupança pode fortalecer a resiliência dos trabalhadores sem comprometer o atrativo do trabalho flexível.

À medida que o trabalho em plataformas se torna uma característica definidora dos mercados de trabalho da América Latina, o estudo defende marcos regulatórios inovadores e inclusivos que preservem a autonomia, ao mesmo tempo em que assegurem acesso a proteções essenciais e à segurança financeira.
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